A ENDEMIA SOCIALISTA MUNDIAL*

A ENDEMIA SOCIALISTA MUNDIAL
Por Paulo Rebelo

A onda comunista é ubíqua e está presente nos quatro cantos do mundo. É alimentada por uma massa crítica de pensadores ocidentais, disseminados na mídia, escolas, meio artístico, comunidades eclesiásticas de base e nas universidades. São articulados politicamente e influentes socialmente.

Apesar da tragédia humana com a morte de cerca de 100 milhões de pessoas, ocorrida na China de Mao e Rússia de Stalin, o pêndulo econômico e político mundial é liberal e democrático e nada indica que isso vá mudar, mas aprimorar esse modelo.

A questão é que a luta entre esses dois sistemas políticos parece não ter fim. Isso ocorre no Brasil com 18 anos de um governo de esquerda.

O mundo parece querer se redimir de seus pecados como colonização, a escravidão, genocídio de povos indígenas, biopirataria, exploração de ouro e pedras preciosas.
Assim, observa-se uma ânsia e urgência do OCIDENTE, leia-se, meio progressista, em fazer “reparações históricas”, dívidas para com as ex-colônias. Pura retórica.

O comunismo foi uma experiência fracassada, mas curiosamente continua alimentado a mente de comunistas por aqui, em geral, homens inteligentes, cultos e bem educados. Há entre nós vários brasileiros, honestos ou não que abraçaram o comunismo, maravilhados com a Revolução Cubana de 1959. Alguns exemplos: Carlos Drummond de Andrade, Paulo Freire, Oscar Niemeyer, Vinícius de Moraes, Dias Gomes, Roberto Campos, Darci Ribeiro, Graciliano Ramos, Jorge Amado, muitos arrependidos, posteriormente. Os atuais comunistas são “bonzinhos”; são os “progressistas”, como uma agenda social ampla, complexa, confusa e contraditória. Se necessário, já que os fins justificam os meios (Napoleão Bonaparte), recorrem à violência e atos antidemocráticos como no caso da prisão em massa de “terroristas” do 8.1.2022, sem prerrogativa de foro privilegiado. Muitos são artistas como Caetano Veloso, Gilberto Gil Chico Buarque de Holanda (beneficiados pela Lei da Anistia de 1979), Djavan, Ivete Sangalo, Anitta e outros, exercendo grande influência sobre seu público. A cantilena é sempre a mesma. SEM ANISTIA!

As classes inferiores são massa de manobra da esquerda. Naturalmente, são os líderes ou a “cabeça pensante” de um grupo que nas plataformas sociais, planeja, convoca e guia as ações dos outros “teleguiados”.

Ardilosamente, essas pessoas podem usar a persuasão de forma positiva para ajudar, ou recorrer a táticas de manipulação para controlar as decisões do grupo em benefício próprio e poder político. É o caso de Lula e seus apoiadores.

Acadêmicos, intelectuais, educadores, professores, artistas, jornalistas, sindicalistas e magistrados são maioria de verve socialista. Quem não tem um amigo, familiar ou colega esquerdista? O seu discurso sociológico é previsível, pois é eivado de palavras de ordem e clichês démodè. São utópicos e se veem como pensadores, humanistas e filósofos, crendo que possam liderar as classes inferiores no campo e nas cidades.

Alimentam o sonho revolucionário dentro de si, incentivando o HOI POLOI a ir à luta armada por seus direitos, simpatizantes do MST e MTST, porquanto estão longe de serem honestos intelectualmente, pois flertam descaradamente com o autoritarismo, aborto, liberação das drogas, dissimulados sob a bandeira de igualdade e justiça social.

Originalnente, nasceram e cresceram com o Iluminismo europeu, que criou as bases para o florescimento da burguesia incipiente. Hoje, temos a sofisticada burguesia socialista, uma classe média dita “consciente” e “esclarecida” que, paradoxalmente, vota em Lula, apedeuta, mitômano, bravateiro e bilontra. Com o conhecimento adquirido nas escolas e universidades alimentaram o sonho de um mundo melhor nascido com a Revolução Industrial, Revolução Francesa de 1789 (século XVIII) e a Bolchevique de 1914, fortalecido com a era da Internet. Fazem parte da intelligensia comunista. São humanistas por natureza, mas pasmem, anti-liberais e anti-capitalistas, o que já é uma grande contradição, pois 100% deles vive em sociedades democráticas, portanto modo geral, usufruem do bem estar de uma sociedade moderna, assemelhando-se à parasitas do tipo comensal, que buscam destruí-la, pois a origem de tanta desigualdade e injustiça social estaria na própria formação do OCIDENTE.

Paulo Rebelo, médico escritor e poeta
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