PERTURBAÇÃO DIGITAL
Por Paulo Rebelo

A minha cabeça, às vezes, fica confusa por um instante, principalmente, quando estou a sós comigo mesmo, exposto ao noticiário na internet. Creio que essa perturbação é geral. É muita informação e imagens. Aí quero relaxar, mas não consigo. Sou naturalmente curioso. É noticia após notícia, e para complicar vêm os fenômenos da desinformação e as FAKE NEWS. Não sabemos mais o que verdade ou mentira. Como se não bastasse isso, há a A.I.

Para me acalmar me distraio, assistindo filmes e documentários, e leio de tudo, sobretudo, sociopolítica, mas em tempos de redes sociais com tudo tão dinâmico, incoerente e contraditório, pioro ainda mais por conta do estresse e ansiedade. É doença isso, não? Preciso entender a insanidade do mundo se é que vale à pena. A minha válvula de escape é a escrita.

É que a medicina ocupa 90% de minha vida. Então, ponho no papel minhas dúvidas, questionamentos e entendimentos. Funciona, mas é limitado.

Ao chegar para trabalhar, vendo o consultório cheio de pessoas doentes e necessitadas de ajuda, isso é mais importante. Isso sim, é choque de realidade! Por que perco tempo nas redes sociais? Que busca de aceitação é essa? Há um certo vazio existencial.

O mundo virtual não é válvula de escape nem tampouco saudável como se quer crer. É bem mentiroso e perturbador. A saída é a socialização.

Assim sempre que é possivel recorro à minha esposa e pessoas próximas de mim para que me esclareçam muita coisa; eles me dão lucodez, mas infelizmente, nem sempre estão disponível, pois todo mundo tem o que fazer; procuro não incomodar.

É que minha cabeça para “desconfundir-se” precisa de terceiros. Precisa ser quationada, estimulada ou provocada. Funciona quando converso, sendo exposto à críticas e às minhas próprias contradições. Tenho minhas idiossincrasias. A visão ou posicionamentos dessas pessoas (em que acredito) sobre o bem e o mal me fazem refletir sobre questões gerais urgentes ou importantes se ocorrem, ver o mundo de outra forma por um ângulo, que desconhecia completamente. É o meu PIT STOP reflexivo.

Um forte abraço!

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